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quarta-feira, 25 de junho de 2014
Nome: Malévola (Maleficent)
Duração: 1h37
Nota: 10
AEEEEEEEEE! Demorou, mas finalmente aconteceu! Fui no cinema assistir Malévola e, olha, vou confessar que não estava botando muita fé, não. Acho que de tanto falarem, minhas expectativas acabaram não ficando muito altas. Sabia, por outras pessoas, que o filme era incrível, mágico, tudo de bom, mas também já havia ouvido isso de outros filmes que eu acabei não gostando muito.
Quote: "Eu te odeio, praga!" <3
O que eu achei: Mais por curiosidade do que por vontade mesmo, acabei indo assistir e, MEU DEUS! Onde eu assino para poder assistir esse filme todos os dias da minha vida? Apesar de AMAR ver filme, não são muitos que eu assistiria mais de uma vez. Malévola, sem dúvidas, assistia não só duas, como mil vezes, seguidas, sem parar, o tempo todo e mais um pouco, por todos os dias da minha vida! Sem exagero algum. Achei muito bacana contarem a história por outro ponto de vista, é algo até inovador, em minha humilde opinião. Aurora ficou praticamente de lado, enquanto Malévola sambava, de um lado para o outro, para nossa alegria. Inclusive, por falar em Malévola, já adianto que é impossível não se apegar e torcer pela personagem. Quase chorei em alguns momentos (o que não é muito difícil, convenhamos, haha). Fora isso, só afirmarei o que todo mundo já sabe: Jolie estava LINDA, arrasando muito, como sempre e eu quero os olhos e o corpo dela pra ontem, pfvr. A filhinha dela é um amorzinho em forma de princesinha, Elle Fanning tem o sorriso mais gostoso do mundo e atua maravilhosamente bem também, e o príncipe Phillip... Ok, mais ofuscado do que nunca, tadinho. Fora isso, não sei nem o que falar desse filme, porque estava tão compenetrada na história, que nem fiquei pegando os pontos bons e ruins. Acho que, na real, não teve ponto ruim. A história está mais do que surpreendente e nos deixa sem piscar do início ao fim. Você senta na cadeira e PUFF, acabou o filme e você tá lá, implorando por mais. Muito amor e perfeição pra uma história só. <33
Sinopse: "Uma bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola leva uma vida idílica, crescendo em um pacífico reino em uma floresta, até que o dia em que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região. Malévola surge como a mais feroz protetora da região, mas acaba sendo vítima de uma impiedosa traição — um acontecimento que começa a transformar seu coração outrora repleto de pureza em pedra. Determinada a se vingar, Malévola enfrenta uma batalha épica contra o rei dos humanos e, como consequência, amaldiçoa sua filha recém-nascida, Aurora." - interfilmes.com
PS: Só eu shippei a Malévola com o corvo? hahaha <333
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sábado, 21 de junho de 2014
Um dos meus maiores vícios é assistir série... tipo, o tempo todo! Sério, o negócio é tão grave que, muitas vezes, acabei indo para alguns lugares, sem dormir, graças à esse bendito vício. Mas também, pudera, não é? Não existe tempo ruim para assistir uma série. Faça chuva ou faça sol, independente da hora, lugar, ou, até mesmo, do humor, sempre terá alguma série que se encaixará perfeitamente com o momento. Sem contar os personagens, pelos quais você se apaixona, é claro, haha.
Me conhecendo muito bem, sei que é muito difícil fazer um top cinco, até porque, sou meio variável. Ainda mais quando alguma série é cancelada. Sofro da sindrome do: "COMO ASSIIM? EU AMAVA ESSA SÉRIE!", portanto, é praticamente uma tortura fazer um seleção tão breve. Mas ok, vou tentar, avaliando as séries que não saem da minha cabeça nem mesmo quando a dita resolve entrar em hiátus por uns 6 meses (existe processo por esse tipo de tortura?).
Ok que a série já foi finalizada, mas, ainda assim, continua sendo minha série favorita de todos os tempos. Inclusive, estou abrindo uma campanha: Procura-se um Mosby para mim. Sério, se tem um personagem com quem eu me identifico, este personagem, é o Teddy. Mas, paixonite à parte, essa série não acaba sendo minha preferida só por isso. É incrível o desenvolvimento que essa série tem, e, na minha opinião, mesmo com nove temporadas, ela não perdeu o foco. Inclusive, acho que poderia ter até mais, queria conhecer mais a mãe e, quem sabe, até os filhos de todos eles. Não sei me desapegar, portanto, sou a favor da existência dessa série por toda a eternidade, hahaha.
Aos trancos e barrancos, essa série tem um lugar muito especial em meu coração. É aquela típica série que faz seu coração doer, se apertar, esmagar e, até mesmo, despedaçar graças aos personagens incríveis (oi, Vincent <3). Infelizmente, assisto essa série já aguardando uma futura decepção. Não por causa da história, muito menos por causa dos personagens, mas sim, porque desde que foi criada, ela anda na corda bamba. Tenho, inclusive, uma amiga que já aguentou muito surto meu graças à série, por motivos de: "Vai ser cancelada. Não, vai ser renovada. Ok, foi cancelada! Não, foi renovada de novo, mas é certeza que será cancelada." Eu, sinceramente, acho que não chega a ter uma terceira temporada, e, por isso, estou desde já tentando me desapegar. ao mesmo tempo em que, quase tenho um treco, imaginando como será minha vida sem a cara de sofrido do Vincent. Simplesmente não sei lidar com essa série. Não sei lidar com a sua perfeição e não sei lidar com a warner, que, aparentemente, não vai muito com a cara dela (assim como o público de lá). ):
OUAT é a queridinha de todo mundo. Obviamente não deixaria de ser minha também, hahaha. Acho que todo mundo, pelo menos uma ou duas vezes na vida, já assistiu essa série. Renovada para a quarta temporada, a série tem fãs por todo o mundo. E não é para menos! Acho que todo mundo realiza desejos de quando se era criança, assistindo essa série. Eu mesmo, chorei feito um bebê quando o Peter Pan, Wendy e Sininho apareceram pela primeira vez. Sem contar, é claro, o "Oh, I wish, I wish, I wish..." do grilo falante, lá na primeira temporada ainda, que não sai da minha cabeça até hoje. Como se já não fosse perfeita o suficiente, a próxima temporada terá, nada mais, nada menos do que FROZEN! Adivinha só quem está contando as horas para a estreia? Socorro!
Got a secret, can you keep it? hahaha! Há mais ou menos quatro anos acompanho essa série e, juro, surtei ao saber que ela irá até a sétima temporada (lembrando que, há duas semanas, estreou a quinta!). Eu não sei, sinceramente, se gostei ou não dessa notícia. Ok que, depois de tanto tempo acompanhando, não sei mais como seria minha vida sem teorizar sobre os babados que essa série tem, sem as meninas, sem todo mundo. Mas, ao mesmo tempo, me pergunto, COMO vou aguentar até lá, pra saber quem é a -A? Fiz as contas aqui e, vejam só: Quando a série acabar, eu já vou até ter terminado a faculdade. Lembrando que quando PLL começou, eu estava no começo terceiro ano do ensino médio e, meu curso, tem duração de cinco anos. Ou seja: Basicamente metade da minha vida em prol de quem é a -A. É muito ou não é? hahaha. Enfim, de qualquer maneira, já estou com meu coração preparado para as próximas emoções dessa série. E que venha as próximas temporadas!
5: Star Crossed
Se tem uma coisa que eu amo e nunca me canso de pesquisar sobre, essa coisa é: extraterrestres/alienígenas/ets. Sou dessas que sempre para para prestar atenção no assunto, seja em uma reportagem na internet, seja em um documentário na televisão (Altas madrugadas assistindo History Channel, haha). Imagina qual não foi minha reação, então, quando vi que tinham juntado duas coisas que eu amo, em uma série só? Sim, isso mesmo! Extraterrestres, humanos e muuuuuuito romance. Meu coração quase não aguentou! Só não digo que é minha série favorita porque, infelizmente, ela foi cancelada muito brevemente (Valeu aí, Warner! Troféu joínha para vocês.). Foram só 13 episódios, mas, com certeza, o suficiente para me conquistar eternamente. Umas das séries que eu mais sofri com o cancelamento e uma das séries que eu mais vou me lamentar, eternamente, por não ter tido um final digno. ):
Como eu já havia previsto, foi difícil escolher só cinco, mas, aqui estão elas, apesar de algumas outras séries, estarem me deixando com a consciência pesada por não terem vindo parar aqui, hahaha. Acho que, no final, vou acabar fazendo um top 10, quem sabe?
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
Ruínas em meu coração.
Acredito na teoria de
que somos programados antes mesmo de nascermos. Como robôs, devemos andar na
linha. Sempre na linha. Se você der um passo em falso, meu amigo, reze. Reze
muito, pois você será julgado de todas as formas possíveis. Não respire mais
pesado do que o normal. Não ande depressa demais, tampouco devagar. Ande no
ritmo, o tempo é uma máquina! Seu chefe estará sempre de olho em você. As
pessoas sempre estarão de olho em você. A sociedade. Ah, o que falar da
sociedade? Por que devo me preocupar em ser bem sucedida antes dos trinta? Por
que ainda, na flor da idade, preciso escolher qual será minha profissão? Pudera
eles desconfiarem que eu me sinto mais como um avião, prestes a decolar sem
rumo. É injusto que agora, tão cedo, sendo basicamente uma tripulante nova e
inexperiente nesse ramo, tenha que escolher meu destino. Meu caminho. Decidir
se irei decolar como um foguete, mais alto do que às estrelas, ou se irei
afundar, de bico, de tal forma que me auto afogarei em uma profundidade tão
extrema que será impossível voltar ao caminho. Ao caminho sem volta.
Eu não quero traçar um
caminho sem volta. Eu não quero ter que escolher. Eu quero tudo, eu quero o
mundo. Quero conhecer pessoas, quero ficar sozinha. Quero sorrir, assim como
também quero chorar -por que não? Faz bem para os olhos, afinal-. Quero,
também, me sentir amada. Quero amar. Assim como amei, assim como ainda amo e,
provavelmente, sempre amarei. É incrível o que essa coisa, essa obrigação de nos
fazer ter que escolher entre destinos e rumos diferentes faz com a gente, com a
nossa mente e com o nosso coração. Eu ainda estou tentando entender e,
provavelmente, sempre tentarei. Por que um casamento pode acabar com um amor?
Com meus pais foram assim, com alguns dos meus tios e até com meus avós por
parte de pai. Parece que essa coisa chamada casamento é, com quase setenta por
cento de certeza, um voo livre de asa-delta com um único só destino: A ruína, a
imperfeição, a aflição, o afogamento. A morte. Eu não quero isso para nós,
nunca quis. Por que não pôde me entender? Por que não pôde ver meu lado? Talvez
fosse falta de conversa. Talvez, se eu mostrasse meu ponto de vista com mais
clareza... Bom, eu não sei. Eu sempre achei que você fosse O homem ideal, o
"amor da minha vida". Supus que você pudesse ler minha mente. Ver
através de mim com seus olhos. Seus lindos olhos... Ah, como sinto falta deles.
Mas não importa. Compatível com o tamanho da minha saudade, vem a certeza de
que estive errada esse tempo todo. Você não me entende. Não entende minha
mente, não sabe me ler, não sabe ver quem eu realmente sou.Não conhece minhas
entrelinhas. Sinto muito, se o Sim que você esperava ouvir, fosse enfim dito,
faríamos parte de uma estatística mais adiante. Seriamos mais um casal, entre
milhões, que se afogou em sofrimento. Que acabou com um casamento. Que acabou
com o amor. Com o amor que, de uma forma ou outra, permanecerá sempre quente em
meu coração. Em minha alma. Em mim.
(Parte 3)
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domingo, 15 de junho de 2014
Nome: Instrumentos Mortais: Cidade das cinzas (The Mortal Instruments: City Of Ashes)
Autora: Cassandra Clare
Tipo de escrita: Terceira pessoa
Número de páginas: 406
Nota: 9,5 (Ainda revoltada com a história do Simon)
Quote: "- O que você quer que eu diga? A verdade? A verdade é que eu amo Simon como eu deveria amar você, e eu gostaria que ele fosse meu irmão e você não, mas não posso fazer nada quanto a isso, nem você. Ou tem alguma outra ideia, considerando que é tão incrivelmente inteligente?"
Diferente do primeiro livro (Cidade dos Ossos), Cidade das cinzas já começa com energia total. Logo no prologo, nos deparamos com uma cena que me lembrou MUITO supernatural, com Valentim mostrando que não está para brincadeira, ao fazer contato com um demônio e nos deixar mais do que claro de que a coisa vai feder de vez. Você tem tanta certeza de que a coisa ta feia que, logo em seguida, começa a presenciar cenas tão calmas que, de vez de, de fato te acalmar, te deixa mais apreensiva ainda. Quero dizer, como Clary pode estar tomando café da manhã, toda tranquila, com Luke, enquanto Valentim está por aí, aparentemente preparando uma guerra? Você tem vontade de entrar correndo no meio da história, com os braços levantados e gritando para eles correrem para as montanhas ou se prepararem para o que está por vir. Isso, de fato, é o mais legal de tudo, pois, mesmo precisando manter o foco na história, nos planos de Valentim contra a Clave, Cassandra Clare (Autora) consegue nos apresentar novos personagens sem deixar nada vago, nos contar mais detalhes sobre antigos personagens e nos fazer sentir que de fato fazemos parte da família, estamos no ciclo de amizade, estamos lutando junto com eles. Sofrendo com eles também. Alias, sofrimento é o que mais tem nesse livro. Sofrimento de todos os tipos. Um dos mais importantes é, sem sombra de dúvidas, o triangulo amoroso que PRECISA se desenvolver e ser resolvido, coração contra lógica, ação e reação contra coração. Jace, Clary e Simon estão super empenhados em resolverem isso o mais depressa possível, sem deixar de lado, assuntos mais importantes do submundo. A coisa, basicamente, parece que nunca terá solução, uma vez que, sempre que um deles dá um passo avante para a solução, os três são obrigados (por motivos naturais ou não) a dar dois, três passos para trás. Uma das coisas que, inicialmente me revoltou, foi a evolução da história de Simon. Eu sempre gostei dele, obvio, sempre soube que ele seria um personagem importante e tudo mais, mas o que Cassandra Clare fez com ele, para mim, não foi muito válido. Sempre achei que a característica principal dele, fosse o fato dele ser um mundano qualquer. O ponto que transmitia à Clary, uma certa tranquilidade, que a fazia lembrar de sua vida "passada", ver que nem tudo foi uma mentira, nem tudo foi em vão. Sabe? Simon era, para mim, o mundano que fazia Clary ver que sua vida antiga, não era uma total mentira. Simon estava ali, era um mundano, e continuava com ela. Mas tudo acontece por um motivo e, obviamente, há males que vem para bem. Esse mal definitivamente veio para um bem maior e, de uma maneira muito profunda, intensa e esclarecedora, o livro conseguiu se desenvolver de uma maneira muito rápida, sem nos fazer perder nenhum detalhe no meio do caminho. A história em si, apesar de nos fazer ficar muito mais presa do que o primeiro livro, foi menos agitada e, em minha opinião, foi melhor assim, pois, como disse, deu para esclarecer muita coisa. A ação, de fato, fica por conta do final que, vejam só, foi bem inesperado. Surge a Inquisidora (Que, ao meu ver, tem algo que fará a história de Jace virar de ponta cabeça no terceiro livro, que por sinal eu não li ainda, então só estou supondo), surge Maia, surgem lobos, surgem fadas, surgem até demonios que me fizeram lembrar cenas de Jurassic Park (não me julguem) e, por fim, lá no epilogo, surge uma mulher que, aparentemente, tem uma carta na manga para trazer uma felicidade já inesperada para o coraçãozinho de Clary e muita, muita, muita curiosidade para o nosso.
Com uma visão geral, Cidade das cinzas é, sem sombra de dúvidas, melhor com o primeiro. Consegue lidar muito bem com temas que estão no ápice hoje em dia, como, por exemplo, a homossexualidade e o amor em família. Ela consegue, também, nos deixar mais envolvidos ainda com a história, meios paranoicos com o que pode acontecer em cenas seguintes e, principalmente, ansiosos, malucos, presos ao livro do inicio ao fim. É uma dessas histórias que você SIMPLESMENTE não pode deixar de ler. Não vejo a hora de ler os próximos!
Sinopse:
"Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace.
Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai?
Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. - por Skoob."
quarta-feira, 11 de junho de 2014
O
homem que eu era. Que eu nunca mais serei. Que eu sou.
Ela era tão pequena e compacta em minhas mãos,
que eu nunca achei que fosse possível, um dia, ser capaz de escorrer por entre
meus dedos. Mas escorreu. Ou melhor, escoou, como uma vazamento grave,
profundo, sem conserto e, drasticamente, sem reparos. Era começo de verão,
garotos costumam gostar dessa época; Nos sentimos mais fortes, imbatíveis, como
se nem o céu fosse o limite para nossa liberdade -ainda que figurativa-. Mas
não para mim. Pelo menos não naquele verão, onde eu pensei, planejei, e ansiei
pelo mais incrível dos acontecimentos. Já namorávamos, então um casamento, por
que não? Estava tudo em minha mente. Eu tinha o plano perfeito. Eu tinha o
pedido perfeito, o momento perfeito. Estava tudo ao meu favor, o mundo estava,
como dizem por aí... Sorrindo para mim. Exceto ela. Enquanto eu ia, ela vinha.
Enquanto eu pensava A, ela pensava B, talvez Z. Eu era o quente, ela era o
gelado, apesar de se parecer mais com um novelo de lã confortável e delicado,
ainda que consistente. Já não devia ser uma grande surpresa quando soube sua
resposta. Quando soube sua verdade. Eu sabia, eu deveria saber. E, bem, eu
soube. Seu coração nunca fora meu, tampouco seria algum dia. Eu deveria sentir.
Eu senti! Da forma mais cruel possível. Uma sensação igualmente parecida com a
de um Iceberg perfurando cruelmente e lentamente cada pedaço do meu peito, do
meu coração, da minha alma. Atrocidando, devastando, esmagando, acabando.
Acabou. Assim como o verão, o outono veio. Veio também a primavera. Veio o
inverno. E outro verão. Eu renasci. Amadureci. Eu mudei. Agora, sou como outro
cara qualquer. Agora eu sou a juventude do verão; Com o frio congelante do
inverno, a despreocupação do outono, e, até mesmo, quem sabe, a renovação, a
beleza da primavera. Sou todos os caras que ela sempre quis ter. Sou todos os
homens que ela nunca terá.
(Parte 2)
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